segunda-feira, 28 de abril de 2014

O Deus de cada um




           Hoje, ouso entrar em um campo perigoso. Lugar, que protelei para mostrar e expor, a fim de evitar polêmicas, críticas e julgamentos. Mas agora, considero inevitável ignorar essa vontade. A ideia deste blog é fazer com que possamos refletir sobre a conquista de si próprio, até chegar a um relacionamento. Sob essa ótica considero algo precioso se encontrar, e é ai que a definição da espiritualidade, algo fundamental para maioria de nós, entra, formando personalidades, construindo valores e consolidando identidades.
              Baseados nisso, devemos começar a questionar quem é Deus na nossa vida? Qual sua função? E por que cremos neste Deus? E antes que algum fundamentalista cristão me chame de herege, posso afirmar que tais respostas são formadas em nossa mente desde pequenos. A crença é construída em nós de 3 a 7 anos de idade, de acordo com o psicólogo suíço Carl Jung, e assim permanece, até que tenhamos consciência para definirmos aquilo que queremos e a fazer nossas próprias escolhas.
                Há quem faça da natureza o seu Deus. Outros o encontram no silêncio ou no momento de paz. Existe a figura do todo poderoso, que criou todas as coisas e rege o universo de acordo com as próprias vontades. Acredita-se que a força que encontramos dentro de nós mesmos e o amor, também podem ser chamados de Deus. Pode ser algo complexo e sobrenatural ou tão simples como o balançar de uma árvore.
                   Quanto àqueles que não creem em nada, por uma experiência pessoal ou pela ausência de uma, encontram em si próprios os sustentáculos que uma divindade pode oferecer. O mais importante é que em meio a esse mix de crenças, abordagens religiosas e espirituais, possamos respeitar a fé de cada um, compreendendo-a, e nos permitindo conhecer e saber mais, sobre o ganho de viver a nossa espiritualidade, como seres humanos que somos.

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